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sabato 1 agosto 2015

Desafinado...

Quando eu vou cantar, você não deixa 
E sempre vêm a mesma queixa 
Diz que eu desafino, que eu não sei cantar 
Você é tão bonita, mas tua beleza também pode se enganar









Se você disser que eu desafino amor
Saiba que isto em mim provoca imensa dor
Só privilegiados têm o ouvido igual ao seu
Eu possuo apenas o que Deus me deu

Se você insiste em classificar
Meu comportamento de anti-musical
Eu mesmo mentindo devo argumentar
Que isto é Bossa Nova, isto é muito natural

O que você não sabe nem sequer pressente
É que os desafinados também têm um coração
Fotografei você na minha Rolley-Flex
Revelou-se a sua enorme ingratidão

Só não poderá falar assim do meu amor
Este é o maior que você pode encontrar
Você com a sua música esqueceu o principal
Que no peito dos desafinados
No fundo do peito bate calado
Que no peito dos desafinados também bate um coração



Se dici che sono stonato nell'amore 
Sappi che mi provochi un immenso dolore 
Solo i privilegiati hanno un orecchio (musicale) pari al tuo 
Io ho solo quello che Dio mi ha dato

Se tu insisti nel classificare 
Il mio comportamento come antimusicale 
Io, a costo di mentire, devo rispondere 
Che questa è bossa nova
Che è molto naturale 
Quel che tu non sai, e neppure immagini, 
E' che anche gli stonati hanno un cuore

Ti ho fatto una foto con la mia Rolleiflex 
Che ha mostrato una enorme ingratitudine 
Ma non potrai parlare così del mio amore 
E' la cosa più grande che potrai mai incontrare 
Con la tua musica hai dimenticato la cosa principale, 
Che nel petto degli stonati, 
Batte in silenzio, proprio in fondo
Anche nel petto degli stonati 
Batte un cuore!







lunedì 6 luglio 2015

Néstor Perlongher y sus cadáveres: del neobarroso a la necropoética

             
Ezequiel  Zaiderwerb






                           Néstor Perlongher y sus cadáveres: del neobarroso a la necropoética


SOBRE EL AUTOR
Ezequiel Zaidenwerg
New York University
Estados Unidos

Candidato doctoral, Departamento de Español y Portugués, New York University. Magíster en escritura creativa, área poesía, New York University. Es autor de los poemarios Doxa (Vox, 2007), La lírica está muerta (Vox, 2011).

ZAIDENWERG, E.. Néstor Perlongher y sus cadáveres: del neobarroso a la necropoética. Cuadernos de Literatura, Norteamérica, 19, jul. 2015. Disponible en: . Fecha de acceso: 05 jul. 2015.


abstract

This article explores the politics
of the poetic form in the works of
Nestor Perlongher, in the context
of the last military dictatorship
in Argentina. First of all, we
analyze the appropriation and
adaptation operations that the
Argentinian poet, anthropologist,
and militant performed on
the Cuban neo-baroque of
Lezama and Sarduy when it
comes to imposing in Rio de la
Plata a poetics that Perlongher
would call “neobarrosa”.
Then, we study the fascination
of Perlongher with national
corpses, from Eva Peron to the
disappeared, and postulate that,
faced with the militant option,
the Argentinian inclines for
necropoetics. In this way, forms
and traditions that were left for
dead raise as zombies and, in this
emphasis on the corporality of
language, Perlongher not only

gives them a political body, but
returns the material quality to the
faded bodies of the disappeared.